• Isis Stelmo

Se liga nesse assunto!



Photo by Joel Filipe on Unsplash

Dia 01 de Dezembro é o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS. Pensando nisso, nós do Et Al, faremos uma semana temática sobre vários aspectos deste assunto, com dicas culturais para entender um pouco melhor sobre o assunto de uma maneira mais lúdica.

Iniciaremos hoje com a prevenção, dia 30/11 vamos de tratamento, 01/12 texto surpresa de um convidado e 02/12 saberemos quais são os avanços da ciência acerca do HIV/AIDS. Fique sabendo ;-)

Hoje no Brasil, estão registrados aproximadamente 600 mil casos de AIDS (condição na qual o paciente já desenvolveu a síndrome da imunodeficiência). Para cada uma mulher infectada com o vírus, existem dois homens infectados.

Em uma pesquisa feita com 35 mil meninos entre 17 e 20 anos, observou-se que a prevalência da doença nessa faixa etária aumentou e quanto menor a escolaridade, maior o percentual de meninos infectados pelo HIV (Boletim Epidemiológico de 2013).

Além disso, adotar comportamentos de risco podem deixar o indivíduo mais vulnerável a contrair o vírus.

O vírus HIV é transmitido por meio da troca de fluidos corporais, como sangue, sêmen, leite materno, durante as seguintes situações:

  • Sexo sem camisinha;

  • Troca de fluidos por meio de feridas cutâneas abertas (no caso, quando há contato entre machucados abertos de pessoas diferentes);

  • Compartilhamento de agulhas e seringas, seja para drogas injetáveis ou para fazer tatuagem;

  • Alicates de unha, pinças, lâmina de barbear ou para se depilar (materiais perfurocortantes);

  • Transmissão vertical, da mãe para o feto durante a gestação, no parto ou pelo aleitamento materno.

Fora do organismo humano, o vírus da aids não tem muita vez, fica ativo por uma hora. Agentes químicos como água sanitária, glutaraldeído, álcool e água oxigenada, e o calor, por exemplo, podem inativá-lo ainda mais rapidamente.

Previna-se:

  • Use camisinha sempre que tiver relação sexual, mesmo que seja com um ou mais parceiros, em relações hétero ou homo afetivas;

  • Se utilizar drogas injetáveis, redução de danos, galera! Tenha suas próprias seringas e agulhas!

  • Se for fazer tatuagem, observar se a agulha é descartável e se a tinta foi separada um em recipiente menor, ambas destinadas somente a você;

  • Não compartilhe material de manicure, lâminas de barbear/depilar;

  • Gestantes: devem fazer o testa para saber se são HIV positivo. Se sim, devem iniciar o tratamento com remédios que impedem a transmissão entre mãe e feto. Após o nascimento, o bebê deve seguir tomando os medicamentos até a sexta semana de vida. Tudo sempre com acompanhamento médico!

  • Lactantes: mães soro-positivas com bebês em fase de lactação devem substituir o aleitamento materno por aleitamento artificial, para evitar transmissão entre mãe e bebê após o nascimento.

O que não transmite HIV?

  • Abraçar;

  • Beijar;

  • Apertar a mão;

  • Compartilhar utensílios de cozinha e talheres;

  • Compartilhar banheiro;

  • Compartilhar o mesmo ambiente.

Se você está em dúvida se tem HIV ou não, pode fazer o teste rápido ou o exame de sangue em Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Assista ao vídeo e saiba mais sobre o histórico da doença no Brasil:


Referências:

Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) no Município de São Paulo. Disponível em: <http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/hepatites/index.php?p=6266> Acesso em: 28/11/2016

Departamento de DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS. Secretaria de Vigilância em Saúde. Indicadores e Dados Básicos do HIV/AIDS dos Municípios Brasileiros. 2015. Disponível em: <http://svs.aids.gov.br/aids/> Acesso em: 28/11/2016

IST-AIDS/ HEPATITES VIRAIS. AIDS no Brasil. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pagina/aids-no-brasil> Acesso em: 28/11/2016

IST-AIDS/ HEPATITES VIRAIS. Boletim epidemiológico. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pagina/boletim-epidemiologico> Acesso em: 28/11/2016

Machado, Letícia Vier, & Boarini, Maria Lúcia. (2013). Políticas sobre drogas no Brasil: a estratégia de redução de danos. Psicologia: Ciência e Profissão, 33(3), 580-595. https://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932013000300006

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