• Fernanda Ramos

Stop sepsis, save lives!

Atualizado: 14 de Jul de 2019


Primeiro, vamos à definições!

Sepse é definida como uma disfunção orgânica que ameaça a vida causada por uma desregulação da resposta do hospedeiro a uma infecção.

Choque séptico é a complicação da sepse, resultando em hipoperfusão tecidual, hipotensão refratária à volume, necessitando uso de drogas vasoativas, e nível sérico de lactato elevado.

Agora, conhecendo os conceitos, vamos entender porque esse é um assunto importante, como identificar e quais as recomendações atuais!

A sepse é a principal causa de morte hospitalar, representando de 1/3 a metade das mortes de pacientes. E custa muito caro para o sistema de saúde.


As notificações de sepse tem aumentado nos últimos anos, refletindo envelhecimento da população com mais comorbidades, maior reconhecimento da situação, e, em alguns países, o reembolso da notificação.

O manejo da sepse é um desafio, com necessidade de reconhecimento precoce e manejo adequado da infeção, da hemodinâmica e das disfunções orgânicas. Sabe-se ainda que aqueles que sobrevivem a sepse evoluem com incapacidades físicas, psicológicas e cognitivas, com implicações sociais e de cuidado à saúde.

O 3º Consenso Internacional de Sepse, publicado em 2016, operacionalizou a identificação da sepse, visto na figura abaixo.


Desde 2002, esforços vem sendo despendidos para a redução da mortalidade dos pacientes com sepse. Neste mesmo ano foi lançado o Surviving Sepsis Campaign (SSC), com 7 pontos principais: ações de sensibilização da sepse, aperfeiçoamento no diagnóstico e reconhecimento, definições do cuidado e tratamento apropriado, educação aos profissionais de saúde, melhorias nos cuidados nas unidades de tratamento intensivo, desenvolvimento de diretrizes de cuidado, e implementação de programas de melhoria de desempenho.

Em 2004 foi publicado pela primeira vez o Surviving Sepsis Guideline, com revisões em 2008, 2012 e a mais recente de 2016, publicada em janeiro de 2017. E há muitos avanços desde a primeira publicação, desde ressuscitação inicial a antibioticoterapia.

São 93 recomendações de manejo precoce da sepse e do choque séptico. Em 2012, por exemplo, era recomendado ressuscitação com endpoints quantitativos estáticos (EGDT - early goal direct therapy), já a diretriz de 2016 enfatiza a reavaliação clínica frequente e uso de medidas dinâmicas de responsividade aos fluidos e da hemodinâmica, como a variação da pressão arterial.

Outras recomendações são:

  • A administração de fuidos deve ser descontinuada se a resposta não é benéfica, com o intuito de reduzir mortalidade.

  • Controle das fontes de infecção (cateteres e dispositivos infectados, procedimentos cirúrgicos)

  • Antibioticoterapia precoce.

Na identificação da sepse, desde a admissão do paciente, a diretriz recomenda as seguintes ações:


A sepse ainda tem altas taxas de mortalidade, e o reconhecimento e tratamento precoce é fundamental na redução dessas. Manter-se informado e implementar processos de melhorias nas unidades de emergência e terapia intensiva são essenciais ao profissional de saúde. Profissional de saúde, esteja ativo nesse processo!

Stop sepsis, save lives!

Referências

Backer D, Dorman T. Surviving Sepsis Guidelines A Continuous Move Toward Better Care of Patients With Sepsis. JAMA. 2017.

Howell MD,Davis AM. Management of Sepsis and Septic Shock. JAMA. 2017.

Rhodes A, Evans LA, Alhazzani W, et al. Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Sepsis and Septic Shock: 2016. Critical Care Medicine. 2017.

Singer M, Deutschman CS, Seymour CW, et al.The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA.2016;315(8):801-810.

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