• Sabrina Wertzner

Amamos café!


Tanto que, só neste primeiro ano de blog, escrevemos alguns textos relacionados à esta bebida maravilhosa, te dando mais e mais motivos para consumí-lo diariamente! - Veja mais em posts relacionados.


Desta vez, o motivo deste post é o resultado fresquinho de uma revisão sistemática e meta-análise que confirmou mais um benefício: consumir altas doses de café está associado com a redução do risco de Doença de Alzheimer.

Os pesquisadores iniciaram o estudo com a hipótese e dados de pesquisas animais de que a cafeína e outros componentes bioativos do café poderiam ter mecanismos neuroprotetores, prevenindo então o declínio cognitivo e a demência.

Com isso, com o objetivo de identificar os mesmos resultados em humanos, avaliaram 11 estudos (obviamente realizados apenas em humanos), que cabiam dentro das limitações elegidas: os estudos deveriam ser prospectivos, delimitados ao consumo de café, incluindo café total, café descafeinado ou café com cafeína, com resultados sobre o declínio cognitivo, demência ou comprometimento cognitivo, e dentro de um intervalo de confiança de 95%.

Assim, a meta-análise dos 11 estudos sugeriu que o café, quando consumido em altas doses, não está associado à redução do comprometimento ou declínio cognitivo ou demência, porém, quando os resultados foram estratificados, verificou-se que a ingestão de café está significativamente associada a um menor risco para a Doença de Alzheimer. Além disso, o consumo habitual de café tem sido associado com maior sensibilidade à insulina e redução do risco de diabetes - considerado um grande fator de risco para o declínio cognitivo.

E quanto seria esta dosagem?

Identificou-se que seria o equivalente a 500 mg de cafeína ou 5 xícaras/dia para se obter esse efeito.

Observação importante: este estudo foi realizado com café, não se aplicando a outras bebidas que contenham cafeína. Assim que, pelo fato do mesmo ser uma uma mistura complexa contém, além da cafeína, polifenóis biodisponíveis que podem atuar através de numerosos mecanismos para produzir os efeitos benéficos observados.

Vamos tomar um cafézinho?

LIU, Qing-ping et al. Habitual coffee consumption and risk of cognitive decline/dementia: A systematic review and meta-analysis of prospective cohort studies. Nutrition, [s.l.], v. 32, n. 6, p.628-636, jun. 2016. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.nut.2015.11.015.

#Alzheimer #café

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