• Isis Stelmo

O que paladar, olfato e casais têm a ver?



Sabe-se que o ato de comer envolve questões sociais e culturais, é um momento de comunhão. Passar a conviver com outra pessoa significa passar a comer junto e talvez até negociar preferências.

Há casais que são mais equilibrados nesse sentido, com gostos mais parecidos e outros em que um parceiro faz mais concessões do que o outro.

Como esse é um vasto campo de pesquisa, um grupo de estudos Alemão e Polonês investigou 100 casais heterossexuais com indivíduos de 18 a 68 anos que estavam juntos de 3 a 540 meses (45 anos).

Os pesquisadores alegam que muitos estudos já foram feitos a respeito de similaridades de gostos em casais, porém esse é o primeiro em que avaliaram percepções quimossensoriais. Além disso, investigaram se essas preferências estavam relacionadas com a satisfação no relacionamento.

Como resultado, encontraram que quanto mais tempo o casal está junto, maiores as similaridades de olfato e paladar. Contudo, surpreendentemente quanto mais parecido for a preferência por cheiros, menor a satisfação com o relacionamento (torta de climão!)

Referência:

Agata Groyecka, Agnieszka Sorokowska, Anna Oleszkiewicz, Thomas Hummel, Krystyna Łysenko, Piotr Sorokowski a.Similarities in smell and taste preferences in couples increase with relationship duration. Appetite 120 (2018) 158e162

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