• Fernanda Ramos

Atualização: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2017-2018 – Parte 2


Como prometido, fica pra esse post os principais temas sobre alimentação e de Terapia


Nutricional da atualização das Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2017-2018.

Quando a alimentação atua de forma direta na modificação de questões de saúde, sendo, portanto, uma terapia, chamamos de Terapia Nutricional (TN).

E no Diabetes a TN é essencial desde a prevenção, gerenciamento até a prevenção de complicações da doença.

As intervenções nutricionais impactam diretamente na redução da hemoglobina glicada, independente do tempo de diagnóstico da doença, quando acompanhada por profissional especialista (viu como é importante encontrar um nutricionista que você confie? 😊)

Para além da importância da abordagem individual, programas de educação nutricional sobre diabetes, em todas as suas apresentações, promovem autocuidado e independência quanto às decisões e atitudes ligadas a alimentação e controle metabólico, de forma a melhorar a compreensão sobre a importância e a influência dos alimentos no controle glicêmico e na prevenção de complicações.

A tecnologia também pode ser usada como facilitador do tratamento por meio de aplicativos de nutrição em celulares, de mensagens de texto, jogos e vídeos, que tem ótima aceitação das diversas faixas etárias, com ação potencializadora do plano alimentar estabelecido e por poder contribuir na garantia da sua continuidade.

O tratamento deve garantir sempre a autonomia e protagonização da pessoa com diabetes na decisão das metas terapêuticas, que melhora muito o comprometimento do indivíduo com diabetes e contribui para o sucesso do tratamento.

Vamos então às recomendações alimentares!

Para o DM, as recomendações de nutrientes são semelhantes àquelas para a população geral. Então, alimentação equilibrada, com maior consumo de alimentos de origem vegetal, priorização dos alimentos integrais e com maior teor de fibras, baixo consumo de alimentos ricos em gordura, menor consumo de carne vermelha e consumo moderado de álcool são recomendações recorrentes.

É claro que não existe estratégia alimentar universal e cada pessoa, com sua história e seus próprios meios de enfrentamento da doença, vai delineando as mudanças de estilo de vida, adequando-as à sua realidade.

Veja no quadro a seguir algumas recomendações alimentares:


Fonte: SBD, 2018

1. Para gestantes com diabetes, a OMS recomenda e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aceita o uso de aspartame, sacarina, acessulfame-K e sucralose com moderação:

− Sacarina: 2,5 mg/kg de peso corporal;

− Ciclamato: 11 mg/kg de peso;

− Aspartame: 40 mg/kg de peso;

− Acessulfame-K: 15 mg/kg de peso;

− Esteviosideo: 5,5 mg/kg de peso;

− Sucralose: 15 mg/kg de peso.

2. As principais fontes são frutas, verduras, legumes, farelo de aveia e de cevada, semente de linhaça, feijão, ervilha, lentilha e grão de bico. O consumo de cereais integrais de três ou mais porções por dia contribui para o alcance da recomendação.

O álcool prejudica o controle do DM, interferindo na ação da insulina e da medicação, aumentando o risco de hipoglicemia. O álcool também pode reduzir os níveis glicêmicos e a consciência de hipoglicemia.

O uso de prebióticos e probióticos são alternativas promissoras na prevenção e tratamento do diabetes e da síndrome metabólica, mas ainda é preciso padronizar quais as cepas e substâncias mais eficazes e suas doses antes de estabelecer recomendações formais.

Estratégias Alimentares

Índice Glicêmico (IG): sua utilização é controversa em determinados aspectos, e embora seja recomendada a adoção de dieta com baixo índice glicêmico no controle do diabetes é complexo diferenciar o efeito independente da fibra em comparação com o IG sobre o controle da glicemia.

Contagem de carboidratos: estratégia alimentar para o controle glicêmico entre os indivíduos que usam insulina, integrando administração de insulina ao consumo de carboidratos, contribuindo no planejamento de refeições e na modificação efetiva da dosagem de insulina conforme as refeições do dia.

Fitoterapia no tratamento do Diabetes

Na cultura popular há diversos tratamentos alternativos para controle do diabetes, e apesar da grande importância da alimentação no controle da doença, as terapias medicamentosas são necessárias e não devem ser abandonadas.

Existe uma série de tratamentos alternativos usando plantas e suplementos derivados de ervas e plantas, vamos a elas:


Fonte: SBD, 2018

Não há segurança no uso desses tratamentos alternativos para o diabetes, não sendo, então, recomendada sua prática.

Não há também recomendação para prescrição e uso de suplementos de minerais, oligoelementos e vitaminas como CROMO, VANÁDIO, POLIVITAMÍNICOS e VITAMINA D para o tratamento do diabetes.

Outros Tratamentos

Tem-se considerado a cirurgia bariátrica em pessoas com DM2 de difícil controle e IMC ≥35kg/m2, principalmente se houver outras comorbidades. Dependendo do tipo de procedimento há normalização total ou parcial da glicemia em torno de 55 a 95%.

Para saber mais, leia um outro post feito pelo Et Al com essa temática.

Para se aprofundar nos temas, leia a diretriz completa, que você encontra na nossa biblioteca 😉

Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2017-2018 / Organização José Egídio

Paulo de Oliveira, Renan Magalhães Montenegro Junior, Sérgio Vencio. -- São Paulo : Editora

Clannad, 2017.


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