In natura, processados e ultraprocessados


Os primeiros passos para alcançar uma alimentação saudável sugeridos pelo Guia Alimentar para a População Brasileira (2014) (disponível na nossa biblioteca) envolvem comer mais alimentos in natura e minimamente processados, utilizar os processados como ingredientes em preparações culinárias em menor quantidade e frequência e evitar ao máximo ingerir alimentos ultraprocessados.

Mas, apesar dessa divisão dos alimentos ser muito clara para nós, nutricionistas, e talvez para outros profissionais de áreas afins, muitas pessoas, incluindo pacientes, têm muitas dúvidas a respeito disso.

Então, vamos lá!

In natura é todo alimento que chega para você da mesma forma que saiu da onde foi produzido: frutas, verduras, legumes, ovos, carnes sem sal ou outro conservante.


Minimamente processado: é aquele alimento que sofreu uma pequena transformação, como limpeza, polimento, separação, moagem, mas ainda preserva as características principais, por exemplo: arroz, feijão, aveia, carnes (foram limpas, cortadas e muitas vezes embaladas), leite (submetido a altas temperaturas para reduzir ou acabar com a atividade bacteriana), etc...

Processados: são todos aqueles alimentos que foram acrescidos de algum ingrediente, como sal, açúcar e/ou óleo, para aumentar a validade, como é o caso de alguns produtos enlatados, conservas, frutas em calda, queijos, algumas carnes preservadas como o jamón e o prosciutto crudo.


Ultraprocessados: são aqueles alimentos que não conseguimos mais reconhecer após o que toda indústria fez com eles, é o caso dos salgadinhos à base de milho. Muitas vezes, não é possível associar a matéria-prima ao produto final. Exemplos: salsicha, nuggets, bolachas, biscoitos, balas, presunto york, etc.


Para saber mais, leia o Guia Alimentar para a População Brasileira, 2ª Edição. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf


E o texto "Desmistificando os dez passos para uma alimentação saudável!"

Cultura E Tal:

The Baker's Wife (1938)

O filme é baseado em um livro de Jean Giono, um doce conto pastoral, sobre um padeiro que fica pertur-bado quando sua esposa o deixa.

O padeiro então passa-se a recusar a fornecer pão à aldeia até ela voltar para ele.