Popularização Científica?

Ou, uma breve explicação de onde viemos e para onde vamos!

A ciência está na vida das pessoas a todo momento, das coisas mais simples às mais complexas! E, entender, por meio do método científico, como a vida, seres e as coisas funcionam e como isso pode contribuir de maneira positiva no nosso cotidiano é o objetivo desse tipo de saber, além das inovações tecnológicas.

No entanto, por ser um conhecimento super especializado, ocorreu um distanciamento deste com a sociedade e de quem, ao final, se beneficia dos resultados dos estudos. E nesse contexto surgiram a divulgação e a popularização da ciência.

E então, da onde viemos?

Pode parecer algo novo, mas a expressão “popularização científica” surgiu no início do século XIX na França, embora tenha sido mais difundida com a nomenclatura “vulgarização da ciência”.

Alguns autores indicam como um dos primeiros movimentos de popularização científica as publicações das duas principais obras de Galileu Galilei em italiano e não no tradicional latim, fazendo com que mais pessoas tivessem acesso ao conteúdo científico produzido por ele na época.

Obrigada, tio Galilei!

No Brasil esse movimento emergiu principalmente a partir de 1960, prevalentemente enquanto divulgação científica, que tem particularidades em relação à popularização científica.

A divulgação científica é capaz de criar uma ponte entre ciência e sociedade, transmitindo em termos simples o impacto dela no dia a dia das pessoas.

Por outro lado, a popularização busca recodificar de alguma maneira o conhecimento científico, tornando-o acessível, a partir da cultura, cotidiano e do universo simbólico do receptor.

Essas ações podem ser vistas, por exemplo, no Brasil, em algumas atrações da programação do Canal Futura® e TV Cultura®, ou no “Ciência do Absurdo” no National Geographic®, em sites como “O Cérebro nosso de cada dia” da neurocientista Suzana Herculano-Houzel, nas revistas Galileu® e Superinteressante®, e até mesmo quando você lê um texto do Et Al :p

Em outros países encontramos, entre outros, o Eureka Parque de la Ciencia (Argentina), o InfocienciaNet (Espanha), o Atlas of Mars (NASA) (EUA) e o How Stuff Works (EUA).

E para onde vamos??

O foco principal dessas iniciativas estão principalmente em museus e centros de ciência e nas áreas de ciências humanas, exatas e da tecnologia.

No campo das ciências da saúde esse movimento não é tão comum nem tampouco bem difundido. E é exatamente nesse ponto que o Et Al atua:

Compartilhar conhecimento técnico da área da saúde para o entendimento de todos! E, finalmente, trazer informações atualizadas dessa ciência linda!

Referências

Rede-POP. Popularização Científica. Disponível em: <http://www.redepop.com>.

Germano MG, Kulesza WA. Popularização da ciência: uma revisão conceitual. Cad Bras Ens Fís. 2007; 24 (1), p 7-25

Ciência Hoje. Divulgação científica: para quem e por quem?. Disponível em:< http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/2551/n/divulgacao_cientifica:_para_quem_e_por_quem>.

Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência. Disponível em: <http://www.abcmc.org.br/>

Cultura E Tal:

The Baker's Wife (1938)

O filme é baseado em um livro de Jean Giono, um doce conto pastoral, sobre um padeiro que fica pertur-bado quando sua esposa o deixa.

O padeiro então passa-se a recusar a fornecer pão à aldeia até ela voltar para ele.